Prata
Rádio Violência
Sinopse
O problema
O futebol é paixão, mas para muitas mulheres, é o apito inicial do medo. Em dias de jogos, a violência doméstica cresce 24%. O agravante é a apatia: 71% das agressões têm testemunhas, mas em 40% delas, ninguém intervém.
A ideia
Para quebrar o ciclo de omissão, o Governo do RN invadiu um território massivamente masculino: a transmissão de rádio da final do campeonato. Criamos a campanha "Ouviu, denunciou", “hackeando” a atenção do torcedor. Durante a partida, gritos de uma mulher sendo agredida nas arquibancadas pelo marido vazaram no áudio da cabine. O narrador ignorou a violência e seguiu o jogo, gerando estranheza, incômodo em quem ouvia. Após um silêncio proposital e tenso, a revelação: a omissão do locutor no ar refletia exatamente o silêncio da sociedade na vida real.
O resultado
Levamos a mensagem para o epicentro do problema. Atingimos o público-alvo (homens) no exato momento de maior risco (o jogo). Impactamos cerca de 75 mil ouvintes simultâneos e 20 mil torcedores no estádio. A ação transformou a indignação gerada pela simulação no rádio em uma atitude real de denúncia (180), provando que o silêncio também machuca, mas a denúncia salva vidas.
Ficha Técnica
Direção de Criação
- Rafael Paulino
- Ingrid Pires
- Dácio Azevedo
Equipe de Criação
- Rafael Paulino — Redator
- Rodrigo Varela — Diretor de Arte
Atendimento
- Pablo Araújo
Mídia
- Alzira Paiva
- Geórgia Silva
Aprovadores
- Daniel Cabral
Produção
- Priscilla Cruz
- Júlia Paiva
- Adah Stigger
Produtora Comercial
- Maxmeio Tecnologia Digital — Eliel Hebertt
- Maxmeio Tecnologia Digital — Adah Stigger